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Se Mudando

Programa Abrindo Portas

Alugamos uma casa, entregamos a chave e ficamos ao lado da pessoa pelo tempo que for preciso. Sem fila, sem exigir abstinência, sem prazo para provar que merece.

  • Moradia primeiro

    Casa própria, com contrato, desde o primeiro dia. O Instituto assume o custo do aluguel.

  • Suporte individualizado

    Visitas semanais no começo, e um plano construído junto com a pessoa, no ritmo dela.

  • Integração social

    Recomposição de vínculos familiares, retorno ao trabalho e conexão com os serviços públicos da cidade.

O que o programa oferece na prática

Não é só o aluguel. É o conjunto de coisas que sustenta alguém que está recomeçando do zero.

Quem pode participar

Só existem dois critérios. A pessoa precisa estar em situação de rua, ou ter trajetória de rua com alto risco de retorno. E precisa aceitar participar, entendendo os termos de compromisso do programa.

É só isso. Não excluímos ninguém por usar substâncias, por não ter renda ou por ter um quadro considerado complexo demais. Não existe avaliação de “prontidão para moradia”: essa é a diferença central em relação ao modelo tradicional.

Na prática, todas as pessoas que passaram pelo programa até hoje enfrentaram questões relacionadas ao uso de substâncias. O programa trabalha com redução de danos, e isso é parte do método, não uma exceção aberta.

Como as pessoas chegam até nós

A maior parte das indicações vem dos equipamentos públicos parceiros, que convivem diariamente com essa população: o Centro POP, o CAPS AD e o CREAS. Em alguns casos, profissionais desses serviços seguem atuando como agentes de acompanhamento junto com a nossa equipe.

Conforme o programa ficou mais conhecido entre as pessoas em situação de rua de São Carlos, passaram a chegar também indicações feitas pelas próprias pessoas assistidas.

Mantemos uma lista de espera. A decisão de abrir um caso novo depende de dois fatores concretos: ter profissional disponível para acompanhar e ter caixa para sustentar o custo mensal pelo tempo que for necessário. É por isso que doação recorrente muda o que conseguimos fazer.

Como funciona o acompanhamento

A gestão de caso é contínua. Nos primeiros meses as visitas são semanais, e depois a frequência é combinada com a pessoa assistida. Usamos três ferramentas para acompanhar a evolução de cada caso.

Leia como fazemos a gestão de caso →
Voluntário do Se Mudando entregando uma cesta básica na casa da família assistida.Equipe do Se Mudando reunida com a família assistida na cozinha da casa.

Nossa primeira família assistida

Estamos juntos desde novembro de 2020, sendo oficialmente os primeiros assistidos do Se Mudando no programa de Rapid Re-Housing.

Desde então, nosso trabalho vai muito além de garantir que os nossos assistidos não estejam desamparados e em situação de rua: nós os ajudamos a conquistarem a independência e estabilidade para terem uma vida digna.

Nós fornecemos moradia fixa, cesta básica, consultas com psicólogos e fisioterapeutas, contato e incentivo acerca de uma fonte de renda, entre muitas outras ações. Tudo isso para devolver a eles a autonomia e a segurança de forma eficiente.

A documentação completa do programa é pública

Publicamos como adaptamos e aplicamos o Housing First à realidade brasileira em São Carlos. O objetivo é servir de guia para quem quiser implementar programas semelhantes em outras cidades. Estamos à disposição para trocar experiências.

Baixar a documentação (PDF)

Cada pessoa assistida custa em média R$1.000,00 por mês. É o que separa alguém de voltar para a rua.

Juntos nós podemos! Vamos?

Apoie a partir de R$3,00