Programa Abrindo Portas
Alugamos uma casa, entregamos a chave e ficamos ao lado da pessoa pelo tempo que for preciso. Sem fila, sem exigir abstinência, sem prazo para provar que merece.

Moradia primeiro
Casa própria, com contrato, desde o primeiro dia. O Instituto assume o custo do aluguel.

Suporte individualizado
Visitas semanais no começo, e um plano construído junto com a pessoa, no ritmo dela.

Integração social
Recomposição de vínculos familiares, retorno ao trabalho e conexão com os serviços públicos da cidade.
O que o programa oferece na prática
Não é só o aluguel. É o conjunto de coisas que sustenta alguém que está recomeçando do zero.
Aluguel de uma moradia
Uma casa individual, escolhida junto com a pessoa assistida, espalhada pela cidade e não concentrada em um conjunto. Custo médio de R$700,00 a R$800,00 por mês.
Auxílio alimentação
R$150,00 nos meses em que o CRAS não oferece cesta básica.
Medicações fora do SUS
Quando o quadro exige remédio que a rede pública não fornece, o Instituto cobre.
Acompanhamento semanal
Visita na casa da pessoa, com um agente de acompanhamento e um gerente de caso.
Conexão com a rede pública
Encaminhamento e articulação com CAPS AD, CRAS, CREAS e Centro POP.
Apoio para gerar renda
Incentivo e acompanhamento na busca por uma fonte de renda estável e na gestão das despesas da casa.
Quem pode participar
Só existem dois critérios. A pessoa precisa estar em situação de rua, ou ter trajetória de rua com alto risco de retorno. E precisa aceitar participar, entendendo os termos de compromisso do programa.
É só isso. Não excluímos ninguém por usar substâncias, por não ter renda ou por ter um quadro considerado complexo demais. Não existe avaliação de “prontidão para moradia”: essa é a diferença central em relação ao modelo tradicional.
Na prática, todas as pessoas que passaram pelo programa até hoje enfrentaram questões relacionadas ao uso de substâncias. O programa trabalha com redução de danos, e isso é parte do método, não uma exceção aberta.
Como as pessoas chegam até nós
A maior parte das indicações vem dos equipamentos públicos parceiros, que convivem diariamente com essa população: o Centro POP, o CAPS AD e o CREAS. Em alguns casos, profissionais desses serviços seguem atuando como agentes de acompanhamento junto com a nossa equipe.
Conforme o programa ficou mais conhecido entre as pessoas em situação de rua de São Carlos, passaram a chegar também indicações feitas pelas próprias pessoas assistidas.
Mantemos uma lista de espera. A decisão de abrir um caso novo depende de dois fatores concretos: ter profissional disponível para acompanhar e ter caixa para sustentar o custo mensal pelo tempo que for necessário. É por isso que doação recorrente muda o que conseguimos fazer.
Como funciona o acompanhamento
A gestão de caso é contínua. Nos primeiros meses as visitas são semanais, e depois a frequência é combinada com a pessoa assistida. Usamos três ferramentas para acompanhar a evolução de cada caso.
Ecomapa
Mapeia e acompanha a evolução da rede de apoio da pessoa.
Quadro de Vulnerabilidades
Monitora os fatores de risco e de proteção ligados à manutenção da moradia.
Tabela de Objetivos
Registra metas e prazos definidos junto com a pessoa, a partir do que ela considera essencial para manter a casa.


Nossa primeira família assistida
Estamos juntos desde novembro de 2020, sendo oficialmente os primeiros assistidos do Se Mudando no programa de Rapid Re-Housing.
Desde então, nosso trabalho vai muito além de garantir que os nossos assistidos não estejam desamparados e em situação de rua: nós os ajudamos a conquistarem a independência e estabilidade para terem uma vida digna.
Nós fornecemos moradia fixa, cesta básica, consultas com psicólogos e fisioterapeutas, contato e incentivo acerca de uma fonte de renda, entre muitas outras ações. Tudo isso para devolver a eles a autonomia e a segurança de forma eficiente.
A documentação completa do programa é pública
Publicamos como adaptamos e aplicamos o Housing First à realidade brasileira em São Carlos. O objetivo é servir de guia para quem quiser implementar programas semelhantes em outras cidades. Estamos à disposição para trocar experiências.
Baixar a documentação (PDF)Cada pessoa assistida custa em média R$1.000,00 por mês. É o que separa alguém de voltar para a rua.
